A cirurgia estética do ponto de vista do Especialista

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A cirurgia estética do ponto de vista do Especialista

Atraído pela área cirúrgica, o Dr. António Conde optou por abraçar a especialidade de Cirurgia Plástica pelo desafio que uma área ainda embrionária no contexto nacional lhe apresentava, fugindo assim ao classicismo da cirurgia geral. Os primeiros meses de contacto com a especialidade, validaram esta escolha que hoje manuseia com verdadeira paixão.

Fonte: Perspetivas, Set. 2017

Falamos de uma área que trabalha todo o corpo humano e que se apresenta verdadeiramente diversificada na sua ação, nunca dissociando a estética da função. “Se ao corrigirmos um defeito estético não tivermos em consideração a vertente funcional o resultado será sempre mau. Isto permite-me derivar para outro aspeto fundamental que é a forma como nos é ensinada a especialidade e como deve ser…”. Quer com isto o Dr. António Conde dizer que o especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética deve ter uma base muito forte de Cirurgia Reconstrutiva. Esta experiência adquire-se na prática diária de um Serviço hospitalar para onde são direcionados os casos de grandes acidentados, amputações, etc. e onde é necessário fazer a correção de todas essas deformidades, algumas do foro congénito. “É esta experiência que nos permite avançar para a Cirurgia Estética”.

“A «Escola» transmite os conhecimentos sobre a prática da Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, sendo a vertente estética uma ramificação dessa grande área, todavia não devemos deixar também de ensinar a Cirurgia Estética nos hospitais onde os internos fazem a especialidade. Não há dúvida que um defeito funcional requer muito mais atenção do que um defeito estético – nesse sentido, os hospitais estão muito mais vocacionados para esse tipo de correção –, todavia, terminada a especialidade, muitos cirurgiões enveredam pela Cirurgia Estética e necessitam de ter o conhecimento para proceder a esses atos cirúrgicos. Considero por isso que essa matéria deveria ser revista”.

Durante o período de internato, é incumbência do Serviço onde o médico está inserido facultar-lhe todas as ferramentas para o seu desenvolvimento dentro da especialidade, mas, expõe o Dr. António Conde, “compete também ao interno lutar pela sua formação”. Foi com essa ambição que em na década de 90 muitos dos médicos que integravam o Serviço de Cirurgia Plástica e Reconstrutiva do Hospital de São João rumaram ao estrangeiro em busca de novas técnicas. Nessa vaga, o nosso entrevistado estagiou durante oito meses em Bordéus, França, num centro, à época, altamente desenvolvido ao nível da microcirurgia e cirurgia da mão. Fruto desse trabalho de investigação e formação contínua, o Dr. António Conde foi pioneiro na introdução de algumas técnicas em Portugal: “Ao nível da Cirurgia Reconstrutiva introduzi em Portugal o retalho sural em ilha de reconstrução do membro inferior. Descrevi e publiquei juntamente com Joseph Bakhach, o retalho auricular em ilha de fluxo invertido para reconstruções da asa do nariz. E ainda o retalho digito-metacarpiano dorsal para plástias digitais, um retalho de importância major na cirurgia reconstrutiva da mäo”.

Apesar dos avanços e da mudança de mentalidades, ainda vivemos sob o estigma de que a estética é uma área do foro cirúrgico que trata “pequenos caprichos”, o sonho em alcançar o corpo ideal. Enquanto especialista que lida diariamente com estes casos, o nosso interlocutor abre-nos uma janela para outra realidade onde a correção de pequenos defeitos estéticos traz repercussões inimagináveis à vida do indivíduo, como uma maior autoestima, maior integração social e até adaptação ao mercado de trabalho onde, em determinadas profissões, a imagem assume elevada importância. Ademais, num universo commumente associado à imagem feminina, cada vez mais homens recorrem à cirurgia para corrigir alguns problemas estéticos, nomeadamente a calvície.

À luz do Estado da Arte, em que os melhores profissionais atingiram um patamar de excelência na sua área de especialização – por via de muita investigação, formação e trabalho –, a presença no mercado de pessoas não habilitadas para a realização de técnicas de Cirurgia Estética torna-se insustentável.

Sabemos que a Ordem dos Médicos permite que um indivíduo licenciado em Medicina e detentor de especialidade proceda a intervenções cirúrgicas entrando livremente, por exemplo, no campo da Cirurgia Estética. Se isto pode ser aceitável em áreas-fronteira pese embora sejam mais bem conseguidas se forem feitas por cirurgiões plásticos – “por exemplo, um otorrinolaringologista que trabalha o nariz sob o ponto de vista funcional pode, caso veja necessidade, fazer um ato estético” –, “abre também caminho a ‘curiosos’ que, sem formação, utilizando materiais de qualidade duvidosa e em espaços sem condições mínimas, se apresentam como especialistas, concorrendo com profissionais devidamente acreditados e com anos de formação”, alerta o Dr. António Conde. Esta intrusão é altamente perigosa resultando em muitos casos de más práticas que se tornam públicos, muitas vezes, pela ocorrência de mortes.

Com mais de 20 mil intervenções cirúrgicas realizadas, e um volume acentuado de cirurgias reconstrutivas, o Dr. António Conde assegura que o seu sucesso na cirurgia estética se deve à forte casuística que detém na Cirurgia Plástica e Reconstrutiva. “A Cirurgia Estética, sendo uma cirurgia delicada, torna-se muitas vezes invasiva podendo ser alvo de complicações. Essas complicações têm que ser, naturalmente, evitadas, mas perante uma ocorrência o especialista tem que ter a capacidade de tratá-la, algo que se adquire com o treino, nomeadamente, no ato de Cirurgia Reconstrutiva”. A experiência permite enfrentar todas as situações com a consciência da capacidade real para solucionar problemas que, não sendo de todo recorrentes, podem acontecer.

Prezando durante toda a sua carreira a seriedade no contacto com o utente, o Dr. António Conde oferece aos seus pacientes as condições de segurança para a prática da sua atividade. Operando num hospital que tem assistência médica e de enfermagem 24 horas por dia, não se recorda de ter passado por nenhuma situação crítica, porém não dispensa “fazer o trapézio com rede”.

Ao nível da estética, o especialista realiza um volume considerável de mamoplastias de aumento e de redução, mastopexias, e reconstrução mamária já no campo da Cirurgia Plástica e Reconstrutiva. No que concerne à cirurgia da face destacam-se os face lifting, cirurgia do envelhecimento facial, blefaroplastia, rinoplastia, abdomnoplastia, lipoaspiração, cirurgia da calvície (ato em que foi pioneiro no Porto). Em todos estes atos cirúrgicos o nosso entrevistado realça que deve imperar o bom senso: “Temos que situar bem a expectativa do doente, explicar o que é expectável e exequível, de modo a que o resultado final seja o mais harmonioso possível”.

Reforçando a questão da qualidade dos materiais utilizados, numa intervenção comum como a colocação de próteses mamárias, por exemplo, para um leigo na matéria, os produtos são todos idênticos, porém as diferenças são avassaladoras aos olhos dos profissianais. “As próteses que utilizamos têm um seguro associado que é oferecido ao doente em caso da ocorrência de alguma complicação – contraturas, mau posicionamento, rejeições, etc. – que possa ocorrer no tempo. São (grandes) pormenores como este que os doentes desconhecem e que podem ser cruciais na escolha do profissional ou entidade que vai proceder à sua intervenção”. Neste campo, o Dr. António Conde vai iniciar a utilização de um software que permite à utente ver a antecipação dos resultados. Através da digitalização do tronco da mulher, é possível selecionar diferentes volumes e formatos com a participação da mulher.



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